A Ultrafarma, rede brasileira de farmácias fundada em 2000, está no meio de uma grande polêmica. Tudo porque, na última terça-feira (12), Sidney Oliveira, fundador e proprietário da marca, foi preso temporariamente durante a Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A operação visa desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Além de Oliveira, também foram detidos Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, e os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia.
Segundo o MP-SP, o esquema criminoso operava desde maio de 2021 e teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas. Os empresários pagavam os auditores para facilitar o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP.
Esta, porém, não é a primeira grande polêmica envolvendo a Ultrafarma. Em março de 2020, a empresa notificou judicialmente uma rede de farmácias concorrente por utilizar nome e logomarca semelhantes aos da Ultrafarma Popular, até então uma nova marca do conglomerado.
Em entrevista à Revista Veja na época, Sidney Oliveira falou sobre o caso: “Eles iniciaram no interior, longe das maiores capitais. Mas começaram a chegar mais perto. De repente, quando as pessoas encontravam comigo, falavam coisas como “que bom, você abriu uma farmácia lá perto de casa”, mas eu não tenho farmácia naquele bairro”.
Um resumo em torno da prisão do dono da Ultrafarma
- Data e operação: Prisão temporária em 12 de agosto de 2025, durante a Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
- Motivo: Investigação de esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
- Esquema criminoso: Operava desde maio de 2021, com movimentação de mais de R$ 1 bilhão em propinas, pagos para facilitar ressarcimento de créditos de ICMS.
- Outros presos: Além de Sidney Oliveira, foram detidos Mário Otávio Gomes (diretor da Fast Shop) e os auditores Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia.
- Método: Propinas eram recebidas por empresas ligadas aos auditores, incluindo uma registrada em nome da mãe de Artur Gomes da Silva Neto.
- Medidas da operação: Cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens dos envolvidos.
- Possíveis acusações: Corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.






