Em maio de 2023, o vulcão Popocatépetl, localizado próximo aos estados mexicanos de Morelos e Puebla, entrou em intensa atividade, provocando apreensão entre milhões de moradores da região central do México.
Segundo o Centro Nacional de Prevenção de Desastres (CNPD), o Popocatépetl permaneceu em alerta Amarelo Fase 2 durante boa parte de 2023, sinalizando aumento na emissão de vapor d’água, gases vulcânicos e material incandescente.
Cidades vizinhas foram cobertas por cinzas e apenas em 24 horas foram registradas cerca de 108 erupções. Embora não tenha provocado mortes diretas naquele período, o fenômeno reforçou o potencial destrutivo dos grandes vulcões ativos.
Monte Tambora: vulcão mais mortal da história
De acordo com especialistas ouvidos pela National Geographic, o vulcão mais perigoso já registrado foi o Monte Tambora, na Indonésia. Em 10 de abril de 1815, sua erupção atingiu o nível 7 no Índice de Explosividade Vulcânica, um dos mais altos já registrado.
Estima-se que entre 10 mil e 90 mil pessoas tenham morrido em consequência da explosão, dos surtos de gás e das rochas tóxicas. A liberação de cerca de 100 megatons de enxofre na atmosfera causou uma forte névoa que atingiu dos Estados Unidos à China.
Krakatoa e o tsunami devastador
Outro episódio marcante ocorreu em 26 de agosto de 1883, com a erupção do vulcão Krakatoa, também na Indonésia. A explosão provocou tsunamis com ondas de até 41 metros de altura, destruindo vilarejos nas proximidades do Estreito de Sound e das ilhas de Java e Sumatra. Ao todo, 36.417 mortes foram registradas. Décadas depois, um novo vulcão emergiu na região, o Anak Krakatoa.
Yellowstone: vulcão que pode acabar com a humanidade
Embora não tenha causado mortes recentes, o supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos, é considerado um dos mais perigosos do mundo. Com uma caldeira de 45 quilômetros de largura e 75 quilômetros de comprimento, ele é classificado como um supervulcão pela Nasa, tendo potencial para provocar uma catástrofe global em caso de erupção.
Ainda assim, estudos indicam que o Yellowstone teria entrado em erupção três vezes em um período de 2,1 milhões de anos, sendo muito raras.






