Um movimento envolvendo 20 estados brasileiros ganhou força com o objetivo de conter a alta dos combustíveis, especialmente da gasolina e do diesel. A iniciativa reúne secretarias de Fazenda e órgãos federais em um esforço conjunto para evitar que o aumento internacional do petróleo seja totalmente repassado ao consumidor final.
Entre as principais medidas adotadas está o reforço na fiscalização do setor, com compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis entre estados e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A ação busca coibir práticas abusivas, como aumentos injustificados de preços e irregularidades tributárias, ampliando o controle sobre toda a cadeia de distribuição.
Outro ponto importante do pacote envolve o combate a devedores contumazes e fraudes fiscais, que impactam diretamente o preço final nas bombas. Além disso, estados discutem mudanças no ICMS, especialmente sobre a importação de diesel, com possibilidade de redução temporária do imposto para aliviar o custo do combustível.
A mobilização ocorre em um cenário de forte pressão externa, impulsionada por conflitos internacionais que elevaram o preço do petróleo. Diante disso, o governo federal e os estados buscam alternativas para equilibrar arrecadação e evitar impactos mais severos no bolso da população.
Governo corre para evitar crise maior no diesel
O governo federal também atua em paralelo para evitar uma crise ainda mais grave no diesel, considerado essencial para o transporte de cargas no país. Medidas como a redução de tributos federais e a criação de subsídios fazem parte de um pacote emergencial para segurar os preços e evitar paralisações, como possíveis greves de caminhoneiros.
Além disso, há negociações intensas com os estados para ampliar o impacto das ações, incluindo mudanças na cobrança do ICMS. A preocupação é evitar um efeito em cadeia na economia, já que o diesel influencia diretamente o preço dos alimentos, do frete e de diversos produtos, podendo pressionar ainda mais a inflação






