Um açougue no bairro Patagônia, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, foi parcialmente interditado na manhã da última quinta-feira (4). De acordo com a Vigilância Sanitária (Visa) do município, o estabelecimento apresentava diversas irregularidades, incluindo carnes em estado de putrefação armazenadas junto a produtos próprios para consumo.
O açougue, considerado de grande porte, apresentava problemas na estrutura física e condições insalubres de funcionamento. Nas câmaras frias, equipes encontraram carnes impróprias para consumo armazenadas junto a produtos que estavam em bom estado.
A Vigilância classificou a situação como “crítica”, com irregularidades graves que oferecem risco sanitário à população. Maico Mares, coordenador da Vigilância Sanitária do município, destacou a gravidade do que foi identificado no estabelecimento.
“Nos deparamos com um açougue de grande porte com carnes misturadas, carnes em estado de putrefação com carne de boa qualidade e, sem falar do risco sanitário, a parte estrutural sem condição nenhuma, com várias não conformidades”, disse.
Além disso, o açougue operava sem o Alvará Sanitário, documento obrigatório para o funcionamento adequado conforme a legislação. Após a fiscalização, as duas câmaras frias foram interditadas e o estabelecimento devidamente notificado. Uma equipe técnica especializada deverá analisar o material nos próximos dias para decidir pelo descarte total ou parcial das carnes apreendidas.
Consumidores devem redobrar atenção na hora de comprar carnes
A interdição reforça a importância de os consumidores ficarem atentos às condições de higiene e armazenamento dos produtos de origem animal. Cor, cheiro, textura e conservação são sinais fundamentais para identificar possíveis irregularidades antes da compra.
Estabelecimentos que mantêm ambientes limpos, organizados e com equipamentos funcionando corretamente tendem a oferecer alimentos mais seguros. A Vigilância Sanitária também orienta que qualquer suspeita de carne imprópria para consumo seja denunciada, já que esse tipo de prática representa risco direto à saúde pública.






