A arbitragem do futebol brasileiro pode passar por uma mudança importante na forma de remuneração. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), que estabelece salário fixo, benefícios e regras mais rígidas para árbitros e assistentes. Ao todo, 72 profissionais foram incluídos no projeto, que começou a valer no dia 1º.
Pelo novo modelo, árbitros que fazem parte do quadro da FIFA poderão receber salário fixo de até R$ 22 mil por mês. Além desse valor, os profissionais também recebem uma taxa por partida apitada, que pode chegar a R$ 5,5 mil. Os valores variam conforme a categoria do árbitro e sua certificação dentro da arbitragem nacional ou internacional.
No caso dos árbitros centrais vinculados apenas à CBF, o salário fixo previsto é de R$ 16 mil mensais, com taxa de cerca de R$ 4 mil por jogo. Já assistentes e árbitros de vídeo (VAR) podem receber entre R$ 10 mil e R$ 13,2 mil fixos por mês, além de valores adicionais que variam de R$ 2,5 mil a R$ 3,3 mil por partida trabalhada.
Além da remuneração, o contrato prevê apoio profissional aos árbitros, incluindo preparação física, acompanhamento psicológico, nutrição, fisioterapia e capacitação contínua. A CBF também se compromete a promover treinamentos presenciais e manter comunicação constante com os profissionais durante o período de vigência do acordo.
Outro ponto importante é a criação de regras rígidas contra corrupção e envolvimento com apostas esportivas. O contrato prevê proibição total de ligação com casas de apostas, inclusive para sócios ou familiares de primeiro grau, além da exigência de certificação de exclusão em plataformas de apostas.
Novas regras também aumentam exigências para os árbitros
O novo modelo também estabelece obrigações para os profissionais do programa da Confederação Brasileira de Futebol. Entre elas está responder às escalas de jogos dentro do prazo. Embora seja possível recusar uma designação, a entidade reforça que os árbitros devem priorizar as partidas para as quais forem convocados.
O contrato também prevê cláusulas de confidencialidade que permanecem válidas por até 10 anos após o término do vínculo. Caso haja violação dessas regras, a multa pode chegar a dez vezes o valor da remuneração fixa inicial. Além disso, reprovações consecutivas em testes físicos ou descumprimentos graves das normas podem resultar no encerramento imediato do contrato.






