Muitos motoristas, sem perceber, cometem uma infração grave ao tentar ganhar alguns segundos no trânsito. O comportamento, aparentemente inofensivo para quem tem pressa, é na verdade uma das atitudes mais severamente punidas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
De acordo com o artigo 193, trafegar pelo acostamento é considerado uma infração gravíssima, sujeita a multa pesada e à perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — uma penalidade que pode custar caro tanto no bolso quanto na segurança de todos na via.
O acostamento é uma área destinada exclusivamente para paradas emergenciais, atendimento a veículos com problemas mecânicos ou situações de socorro. Quando um motorista utiliza esse espaço para ultrapassar o congestionamento ou cortar caminho, coloca em risco pedestres, ciclistas e outros condutores que possam precisar usá-lo corretamente.
Além disso, a manobra reduz a fluidez do trânsito e aumenta o risco de acidentes graves, especialmente em rodovias. A penalidade para quem comete essa infração não é leve: a multa é multiplicada por três, o que eleva o valor para R$ 880,41, além dos sete pontos na CNH.
Consciência e respeito salvam vidas nas estradas
Mais do que uma simples questão de obediência às leis, o respeito ao uso correto do acostamento é um ato de responsabilidade e empatia no trânsito. Cada espaço da via tem uma função específica, e ignorar isso pode ter consequências graves. Em muitos casos, ambulâncias e veículos de resgate dependem do acostamento para atender vítimas com urgência.
Por isso, a conscientização é essencial. Campanhas educativas e ações de fiscalização buscam lembrar os motoristas de que a pressa nunca deve se sobrepor à segurança. Adotar uma postura prudente e respeitosa nas estradas não só evita multas e pontos na carteira, mas também contribui para um trânsito mais humano e seguro para todos.






