Enquanto estudantes brasileiros retomam a rotina escolar entre fevereiro e março, em outras partes do mundo o calendário educacional segue um ritmo bem diferente. No Japão, por exemplo, as aulas ficam interrompidas durante todo o mês de março, e o novo ano letivo só começa oficialmente no dia 1º de abril.
No sistema japonês, o ano letivo anterior termina no fim de março, deixando algumas semanas de intervalo antes do início do novo ciclo. Durante esse período, escolas realizam formaturas, cerimônias de despedida e preparativos para receber os novos estudantes. Assim, março acaba funcionando como uma espécie de transição entre um ano escolar e outro.
A escolha de iniciar as aulas em abril tem relação histórica e cultural com o país. O calendário educacional foi organizado dessa forma para coincidir com o começo do ano fiscal japonês, que também se inicia no mesmo mês. Com isso, escolas, empresas e órgãos públicos passam por renovações e planejamentos praticamente ao mesmo tempo.
Além disso, abril marca o início da primavera no Japão, estação tradicionalmente associada a recomeços. Não por acaso, é comum ver imagens de estudantes iniciando o ano letivo enquanto as famosas cerejeiras florescem, um símbolo forte de renovação e novos ciclos na cultura japonesa.
Aulas: Por que o calendário escolar é diferente
A organização do ensino no Japão reflete uma estrutura bastante disciplinada e planejada. O ano letivo costuma ser dividido em três períodos principais, com férias mais curtas ao longo do ano em comparação com muitos países ocidentais. Mesmo assim, o intervalo de março é fundamental para encerrar formalmente o ciclo escolar anterior.
Outro aspecto importante é que as cerimônias escolares têm grande valor cultural no país. Formaturas e eventos de início de ano são momentos marcantes para alunos e famílias, reforçando o sentimento de pertencimento à escola e à comunidade. Por isso, o início das aulas em abril acabou se consolidando como uma tradição que atravessa gerações no Japão.






