O Brasil ocupa a 5ª posição entre 216 países e territórios em desigualdade de renda, de acordo com o Relatório da Desigualdade Global, divulgado na terça-feira (9 de dezembro de 2025) pelo WIL (World Inequality Lab), grupo de pesquisa liderado pelo economista francês Thomas Piketty.
Segundo o estudo, os 10% mais ricos do país concentram 59,1% da renda nacional, enquanto os 50% mais pobres recebem apenas 9,3%. O ranking é liderado pela África do Sul, seguida por Colômbia, México e Chile. Essa é a 3ª edição do relatório liderado pelo autor do livro “O Capital no Século 21”.
estudo utilizou fontes oficiais, como registros fiscais, pesquisas domiciliares e sistemas de contas nacionais, que oferecem definições padronizadas de renda e riqueza. A metodologia considera tanto os rendimentos do trabalho quanto os benefícios recebidos por meio de sistemas de seguridade social.
Além de analisar a desigualdade de renda, a pesquisa avalia também a desigualdade de riqueza, relacionada ao acúmulo de patrimônio, incluindo ativos financeiros, imóveis e outros bens. Nesse aspecto, o Brasil ocupa a 6ª posição entre os países mais desiguais. Globalmente, apenas 56 mil pessoas possuem patrimônio equivalente a três vezes o total acumulado pela metade mais pobre do planeta.
Impactos da desigualdade e desafios para o Brasil
A concentração de renda e riqueza no Brasil reflete profundas desigualdades sociais que vão além dos números, afetando o acesso a educação, saúde, moradia e oportunidades de trabalho. Quando uma pequena parcela da população detém a maior parte dos recursos, grande parte da sociedade enfrenta dificuldades para melhorar suas condições de vida, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão.
Os dados do relatório também chamam atenção para a necessidade de políticas públicas mais eficazes de redistribuição de renda e de incentivo à inclusão econômica. Medidas como tributação progressiva, ampliação de programas sociais e investimentos em infraestrutura e educação são apontadas como caminhos para reduzir as disparidades e promover um crescimento mais equilibrado e justo no país.






