O início de 2026 mostra um quadro preocupante nas finanças das famílias brasileiras. De acordo com dados recentes da pesquisa Datafolha, cerca de 67% dos brasileiros têm algum tipo de dívida, o que ajuda a explicar essa pressão constante no orçamento. Mesmo com diferentes fontes de renda, grande parte da população relata dificuldade para manter as contas em dia.
Para muitas pessoas, o problema é que a renda não acompanha as despesas. Aproximadamente 59% das pessoas afirmam que o dinheiro que recebem não é suficiente para cobrir os gastos mensais. Com isso, o salário acaba antes do mês terminar, obrigando famílias a priorizar contas e adiar pagamentos, o que faz com que cerca de 21% da população esteja com contas em atraso.
Peso das dívidas acumuladas
As dívidas se espalham por diferentes tipos de crédito e acabam se somando. O cartão de crédito parcelado aparece como um dos principais fatores, citado por 29% dos endividados, seguido por empréstimos bancários (26%) e carnês de loja (25%).
Além disso, o uso do crédito rotativo, conhecido pelos juros altos, já faz parte da rotina de 27% dos entrevistados. Também chama atenção que 28% das famílias têm contas básicas em atraso, como luz, água e telefone.
Impacto no dia a dia das famílias
Cerca de 45% dos brasileiros dizem viver em situação financeira apertada ou severa, o que limita qualquer planejamento e afeta a organização da vida doméstica. Em alguns casos, até o apoio de familiares entra na conta, mas nem sempre é suficiente: entre quem pediu dinheiro emprestado, 41% estão com dificuldades para pagar de volta.
Contas essenciais como internet e telefone (12%), luz (11%), água (9%) e até impostos como IPTU e IPVA (12%) também aparecem entre os atrasos mais comuns.






