Uma nova lei de trânsito passou a chamar atenção ao proibir a circulação de motocicletas com duas pessoas nas cidades de Lima e Callao, no Peru. A medida obriga que o condutor pilote sozinho, sem a presença de garupa, sob risco de penalidades severas. A regra já está em vigor e faz parte de um pacote de ações voltadas à segurança pública.
A proibição foi estabelecida por meio de decreto governamental e tem como principal objetivo combater crimes praticados por duplas em motocicletas. Autoridades apontam que esse tipo de veículo é frequentemente utilizado em ações rápidas, como assaltos e ataques. Com a nova regra, a expectativa é dificultar a atuação criminosa e facilitar a identificação de suspeitos.
Quem descumprir a determinação está sujeito a multas elevadas, além de outras punições administrativas. Dependendo da infração, o condutor pode sofrer sanções adicionais, como perda de pontos na carteira e até suspensão do direito de dirigir. As autoridades reforçam que a medida é temporária, mas necessária diante do cenário atual.
Apesar da repercussão, é importante destacar que a medida não se aplica ao Brasil. No país, o transporte de passageiro em motocicletas continua permitido, desde que sejam respeitadas as normas do Código de Trânsito. Ainda assim, a decisão no país vizinho reacende debates sobre segurança e mobilidade urbana.
Medida divide opiniões e impacta trabalhadores
A nova regra tem gerado críticas, especialmente entre trabalhadores que utilizam motocicletas como principal meio de transporte ou fonte de renda. Profissionais como mototaxistas e entregadores afirmam que a proibição dificulta o exercício da atividade e reduz a capacidade de ganho.
Além disso, a medida interfere diretamente na mobilidade de famílias que dependem da moto para deslocamentos diários. Por outro lado, autoridades defendem que a decisão é necessária diante do aumento da criminalidade envolvendo motocicletas. A expectativa é de que a restrição contribua para reduzir delitos e aumentar a segurança nas ruas.






