O início de setembro foi marcado por um movimento que repercutiu em todo o país: o Itaú Unibanco anunciou uma série de demissões que atingiram diversas áreas e estados, pegando milhares de trabalhadores de surpresa. Ao todo, foram cerca de mil funcionários que trabalhavam em regimes de trabalho híbridos (que mistura tempo em casa e no escritório) e totalmente remoto demitidos.
As demissões teriam como justificativa questões de produtividade — segundo o banco, funcionários em home office estariam dedicando menos horas efetivas do que as registradas na plataforma interna de trabalho. O Sindicato dos Bancários criticou a medida e destacou a falta de diálogo do Itaú tanto com a entidade quanto com os empregados afetados.
De acordo com seu site oficial, o Itaú Unibanco conta com mais de 96 mil funcionários e colaboradores. No segundo trimestre deste ano, a instituição registrou um lucro de R$ 11,5 bilhões. Já o Sindicato aponta que, nos últimos 12 meses, foram eliminados 518 postos de trabalho e que o quadro atual de empregados do grupo estaria em torno de 85 mil pessoas.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, com relatos de ex-funcionários que afirmam terem sido surpreendidos com a decisão, mesmo após anos de dedicação e histórico de bom desempenho. Muitos deles criticaram o uso de métricas digitais para avaliar produtividade, como tempo de uso de mouse, teclado e participação em reuniões virtuais.
Resultados financeiros do Itaú em 2025
- Lucro líquido recorrente: R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre, representando um crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2024.
- Lucro líquido contábil: R$ 11,27 bilhões no segundo trimestre, o maior já registrado por um banco brasileiro.
- Lucro líquido semestral: R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 14,1% em relação ao ano anterior.
- Rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE): 23,3% no segundo trimestre, superando os concorrentes Santander Brasil (16,4%) e Bradesco (14,6%).






