O futebol brasileiro vive mais um capítulo comum nos bastidores: a troca de treinadores e os altos custos das rescisões contratuais. No última dia 9, o São Paulo anunciou a demissão do técnico Hernán Crespo, encerrando sua segunda passagem pelo clube. A decisão surpreendeu parte da torcida, já que o time tinha começado bem a temporada
A saída não foi barata. Mesmo com o desligamento imediato, o São Paulo terá de pagar cerca de R$ 1,8 milhão ao treinador, valor equivalente a três salários previstos no contrato que iria até o fim da temporada. Somando também a rescisão da comissão técnica, o custo total da demissão pode ultrapassar R$ 2 milhões, mostrando como mudanças no comando podem pesar no caixa dos clubes.
Enquanto isso, a situação no Santos envolve valores ainda maiores. O técnico Juan Pablo Vojvoda segue no cargo e recebeu um voto de confiança da diretoria, que decidiu avaliar seu trabalho nas próximas partidas na Vila Belmiro. A decisão foi mantida mesmo após resultados que geraram críticas e pressão da torcida.
O motivo para a cautela também passa pelo aspecto financeiro. Caso o Santos opte por encerrar o contrato do treinador, o clube teria que desembolsar cerca de R$ 4,2 milhões para rescindir o vínculo, mais que o dobro do que o São Paulo pagou para demitir Crespo.
Diante desse cenário, a diretoria santista prefere analisar com calma os próximos jogos antes de tomar qualquer decisão. Em um futebol cada vez mais pressionado por resultados imediatos, as rescisões milionárias mostram como trocar de técnico pode custar caro — tanto dentro quanto fora de campo.
A agenda do Santos na temporada
- 15/03, 16h00 – Corinthians (C) – Brasileirão
- 18/03, 21h30 – Internacional (C) – Brasileirão
- 22/03, 16h00 – Cruzeiro (F) – Brasileirão
- 01/04, a confirmar – Remo (C) – Brasileirão
- 05/04, a confirmar – Flamengo (F) – Brasileirão
- 12/04, a confirmar – Atlético-MG (C) – Brasileirão
- 19/04, a confirmar – Fluminense (C) – Brasileirão






