O governo federal confirmou mudanças importantes no pagamento do abono salarial, benefício voltado a trabalhadores de baixa renda. Com as novas regras, milhões de brasileiros deixarão de receber o valor nos próximos anos. A medida faz parte de um pacote de ajustes nas contas públicas e altera os critérios de acesso ao programa.
De acordo com estimativas do Ministério do Trabalho, cerca de 4,5 milhões de trabalhadores devem perder o direito ao abono salarial até 2030. Esse corte não acontece de forma imediata, mas sim progressiva ao longo dos anos. Já em 2026, aproximadamente 559 mil pessoas deixarão de receber o benefício. A tendência é que esse número aumente ano após ano.
A principal mudança está no limite de renda exigido para ter acesso ao benefício. Antes, tinham direito trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos, mas agora esse teto passa a ser corrigido apenas pela inflação. Como o salário mínimo tende a crescer acima da inflação, menos pessoas se enquadrarão nas regras.
Mesmo com a redução no número de beneficiários, o governo afirma que o objetivo é tornar o programa mais sustentável e direcionado a quem realmente precisa. A expectativa é manter o equilíbrio das contas públicas sem extinguir completamente o benefício. Ainda assim, a mudança já gera preocupação entre trabalhadores que podem perder esse complemento de renda anual.
Entenda quem ainda terá direito ao benefício
O abono salarial continuará sendo pago, mas com critérios mais restritivos ao longo dos próximos anos. Em 2026, por exemplo, terão direito ao benefício trabalhadores que receberam, em média, até cerca de 1,96 salário mínimo no ano-base. Esse limite seguirá caindo gradativamente até atingir patamares ainda menores até 2030.
O benefício funciona como um pagamento anual que pode chegar ao valor de um salário mínimo, dependendo do tempo trabalhado no ano-base. Ele é destinado a trabalhadores com carteira assinada que atendem a requisitos como tempo mínimo de serviço e cadastro no sistema PIS/Pasep. Mesmo com as mudanças, o programa continuará existindo.






