O governo da China oficializou uma decisão que vai muito além de um simples bloqueio temporário: a plataforma de assinaturas OnlyFans, conhecida mundialmente por permitir que criadores publiquem conteúdo exclusivo — incluindo material adulto — foi proibida de funcionar no país, reforçando a política de controle rígido sobre o ambiente digital local.
A medida foi anunciada como parte de uma estratégia mais ampla do governo de Xi Jinping para limitar o acesso a plataformas estrangeiras e conteúdos considerados “incompatíveis com os valores morais e culturais chineses”.
Segundo as autoridades, o bloqueio definitivo do OnlyFans não se limita ao conteúdo adulto, mas reflete uma preocupação mais ampla com conteúdos e influências exteriores que, em sua avaliação, não se alinham aos “valores socialistas essenciais” e à ordem social desejada para o país.
A plataforma se juntou a uma longa lista de serviços estrangeiros já inacessíveis na China — como Facebook, Instagram e Twitter — bloqueados pelo conhecido sistema de censura chamado Grande Firewall. O bloqueio também faz parte de um esforço estatal contínuo para moldar o ecossistema digital interno e reduzir a presença de serviços estrangeiros.
Plataformas como OnlyFans, que operam em formatos de economia de criadores e pagamentos diretos entre usuários e produtores de conteúdo, são vistas pelas autoridades como potencialmente prejudiciais à “moral pública” e à estabilidade social.
Censura digital avança e amplia lista de plataformas bloqueadas
A proibição do OnlyFans se soma a uma série de restrições já impostas pelo governo da China a serviços estrangeiros. Redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter já estão fora do ar no país há anos, dentro de uma estratégia que prioriza plataformas nacionais e mantém forte vigilância sobre o conteúdo acessado pela população.
Especialistas apontam que o modelo chinês de controle da internet, frequentemente associado ao chamado “Grande Firewall”, consolida uma política de soberania digital em que o Estado determina quais serviços podem operar e sob quais regras. A decisão reforça a tendência de endurecimento regulatório e indica novas restrições a aplicativos e sites estrangeiros.






