O governo da Argentina anunciou, em janeiro de 2025, a redução de uma série de impostos sobre carros e motos com o objetivo de tornar os veículos mais acessíveis à população. A medida foi confirmada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, por meio das redes sociais, e oficializada poucas horas depois com a assinatura de um decreto pelo presidente Javier Milei.
Desde fevereiro do ano passado, o país vizinho do Brasil zerou o imposto interno, que anteriormente era de 20%, para veículos com preços entre 41 e 75 milhões de pesos (aproximadamente de R$ 228.031 a R$ 417.130). Já os modelos avaliados acima desse valor passaram a ter a alíquota reduzida de 35% para 18%.
As mudanças também contemplaram os carros elétricos, híbridos e as motocicletas. Para os veículos eletrificados, a tarifa de importação foi zerada nos casos em que o valor de nota fiscal no porto (FOB) seja de até US$ 16 mil (cerca de R$ 93 mil). Já as motocicletas com preços entre 15 e 30 milhões de pesos passaram a ter isenção total do imposto, que anteriormente era de 20%.
Na prática, a mudança teve reflexos imediatos no bolso dos argentinos. Com a retirada e a redução dos impostos, os preços dos carros novos caíram de forma significativa, levando algumas concessionárias a registrar valores historicamente mais baixos e a retomar o fluxo de consumidores às lojas.
Além disso, o aumento da demanda ajudou a aquecer o setor automotivo, impulsionando vendas, financiamentos e a movimentação da cadeia produtiva ligada à indústria de veículos. Ainda que o acesso continue limitado para famílias de renda mais baixa, especialistas avaliam que a redução tributária trouxe alívio ao consumidor de classe média.






