Os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel ao Irã no último sábado (28) já chegaram aos bastidores da FIFA. Em entrevista, o secretário-geral da entidade máxima do futebol, Mattias Grafstrom, disse que a federeção está monitorando a situação, visto que o Irã será um dos 48 países que disputará a Copa do Mundo de 2026.
“Fiquei sabendo das notícias assim como vocês, nesta manhã. Seria prematuro comentar sem saber detalhes. Mas é claro que vamos monitorar o desenvolvimento de todos os problemas ao redor do mundo. Nós tivemos o sorteio dos grupos em Washington, e todos os times participaram. Nosso foco é termos uma Copa do Mundo segura”, disse.
O Irã assegurou sua participação na próxima Copa do Mundo em março do ano passado, após finalizar a fase de Eliminatórias Asiáticas na liderança do Grupo A, somando 23 pontos. No Mundial de 2026, que terá Estados Unidos, México e Canadá como países-sede, a seleção iraniana integra o Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
A primeira partida dos iranianos será no dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Na sequência, encara a Bélgica no dia 21, novamente na mesma cidade. O compromisso final será diante do Egito, no dia 27, em Seattle.
Ofensivas atribuídas a EUA e Israel provocaram 201 mortes
A ofensiva coordenada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizada neste sábado (28), resultou em 201 mortes e 747 pessoas feridas, segundo a imprensa iraniana. Os dados foram divulgados com base em informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que presta assistência em países de maioria muçulmana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques realizados pelos EUA e Israel — declaração que foi posteriormente confirmada pela mídia estatal iraniana, que declarou o martírio do líder e decretou luto nacional.






