Uma lei inédita aprovada em Capão da Canoa está mudando a forma como hotéis e pousadas pagam pela água no estado. A nova legislação proíbe a cobrança baseada no número de quartos, prática que vinha sendo adotada por concessionárias e gerava custos elevados para o setor. A medida foi aprovada pela Câmara de Vereadores e já começa a ter impacto direto na economia local.
Antes da mudança, muitos estabelecimentos eram obrigados a pagar tarifas multiplicadas pela quantidade de unidades habitacionais, mesmo quando os quartos estavam vazios. Esse modelo fazia com que as contas de água chegassem a triplicar em alguns casos, causando insatisfação entre empresários do turismo.
Com a nova lei, a cobrança passa a ser feita com base no consumo real de água, o que é considerado mais justo e equilibrado. A proposta busca corrigir distorções e acabar com o que vinha sendo apontado como uma prática abusiva, especialmente após mudanças no sistema de saneamento da região.
A expectativa é que a medida reduza custos operacionais e traga mais previsibilidade financeira para hotéis e pousadas. Além disso, a iniciativa pode incentivar novos investimentos no turismo local, fortalecendo a economia da cidade e gerando mais empregos.
Mudança pode influenciar outras cidades do Rio Grande do Sul
A lei criada em Capão da Canoa já começa a despertar o interesse de outros municípios com forte atividade turística. Especialistas avaliam que o modelo pode ser replicado em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, criando um novo padrão de cobrança mais justo para o setor.
Além de beneficiar empresários, a medida também traz segurança jurídica ao estabelecer regras claras para a cobrança de água. Com isso, o setor de hospedagem ganha mais estabilidade e condições de crescimento, o que pode refletir positivamente no turismo e na economia regional como um todo.






