Os moradores de Gravataí já começaram a sentir no bolso o novo reajuste no transporte coletivo urbano. A tarifa de ônibus passou de R$ 7,40 para R$ 8,50, aumento de quase 15% que colocou a cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre com a passagem urbana mais cara do Brasil.
Segundo a prefeitura, o reajuste foi motivado pelo aumento dos custos operacionais do sistema, pela queda no número de passageiros e pela falta de financiamento federal para o transporte coletivo. A administração municipal afirma que o modelo atual se tornou financeiramente difícil de manter sem mudanças na tarifa.
Desde o início do ano, a prefeitura também vem promovendo alterações no sistema de transporte, incluindo reorganização de horários e redução de viagens em linhas com baixa ocupação, principalmente fora dos horários de pico. Conforme dados divulgados pelo município, as medidas geraram economia próxima de R$ 100 mil apenas no primeiro trimestre.
Ainda de acordo com a gestão municipal, cerca de R$ 18 milhões já foram investidos em subsídios desde 2022 para tentar reduzir os impactos da tarifa aos usuários. Atualmente, o município informa que destina aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês para manter o funcionamento do sistema de transporte coletivo.
Prefeitura aponta dificuldades financeiras no sistema
O secretário de Mobilidade Urbana de Gravataí, Flávio Luciano Ribeiro, afirmou que a prefeitura precisou readequar os subsídios para evitar cortes em áreas consideradas essenciais, como saúde, educação e ações ligadas à resiliência climática. Segundo ele, o atual modelo do transporte coletivo se tornou insustentável sem novos ajustes financeiros.
O aumento da passagem em Gravataí contrasta com decisões tomadas em outras cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em Canoas, por exemplo, a prefeitura manteve o passe-livre universal implantado após as enchentes históricas de 2024, garantindo gratuidade no transporte coletivo urbano para a população.






