Enquanto a atenção de autoridades e da população tem se voltado nos últimos dias para a mpox — que registrou um aumento de casos e manteve vigilância reforçada após o Carnaval — outro grupo de vírus respiratórios vem crescendo rapidamente pelo Brasil no período pós-festa, segundo boletim divulgado pelo programa InfoGripe da Fiocruz.
O relatório aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm subido em várias regiões, com destaque para infecções por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), responsáveis por hospitalizações e sintomas mais intensos em crianças e pessoas vulneráveis.
O crescimento desses vírus, que circulam mais ativamente no clima mais ameno após o verão, é motivo de alerta especialmente em estados como Goiás, Sergipe e Rondônia, onde os níveis de SRAG estão em tendência de alta. Em Pernambuco, por exemplo, as autoridades locais já consideram oficialmente iniciado o período sazonal da SRAG — que vai de março a agosto.
A SRAG não é causada por um único agente, mas por vários vírus respiratórios que podem provocar sintomas como febre persistente, tosse forte, dificuldade para respirar e cansaço intenso. Em casos graves, a infecção pode evoluir para insuficiência respiratória, exigindo internação.
A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, tornando ambientes fechados e aglomerações particularmente propícios para a disseminação.
Cuidados básicos para conter avanço de vírus respiratórios
Diante do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialistas recomendam retomar medidas simples, mas eficazes, de prevenção. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, a boa ventilação de ambientes fechados e o uso de máscara por pessoas com sintomas gripais são atitudes que ajudam a reduzir a transmissão de vírus.
A vacinação segue sendo uma das principais estratégias de proteção, especialmente para idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades. Manter a caderneta atualizada e procurar atendimento médico diante de sinais como febre persistente, dificuldade para respirar e cansaço intenso pode evitar complicações e internações.






