Os representantes do atacante Robinho Jr. encaminharam ao Santos, nesta segunda-feira (4), uma notificação extrajudicial solicitando providências sobre o episódio envolvendo Neymar durante o treino realizado na manhã do último domingo. No documento, o garoto de 18 anos faz três acusações contra Neymar.
Robinho Jr. também solicita uma reunião com o clube para discutir a rescisão do contrato, alegando “falta de condições mínimas de segurança”. Segundo ele, Neymar teria feito ofensas verbais, aplicado uma rasteira e desferido um tapa em seu rosto.
De acordo com informações publicadas pelo portal ge.globo, a defesa do jovem pede quatro medidas para o Santos no espaço de 48h: instauração de sindicância para investigar o ocorrido; fornecimento das imagens do treino; manifestação do clube pelas providências tomadas e agendamento de reunião para tratar de possível rescisão.
Na notificação, a defesa de Robinho Jr. afirma que, caso o Santos não atenda às solicitações, a situação poderá ser caracterizada como “quebra de confiança contratual” e descumprimento do dever de garantir a segurança no ambiente de trabalho, o que pode levar até à rescisão indireta do vínculo.
O desentendimento entre Neymar e Robinho Jr. aconteceu na manhã do último domingo, durante uma atividade entre os reservas no CT Rei Pelé, um dia após o empate por 1 a 1 no clássico contra o Palmeiras. Em um treino considerado mais intenso, Neymar teria se irritado ao ser driblado pelo jovem e reagido depois de pedir para que ele “maneirasse”.
O que diz o Santos sobre o caso
O clube se pronunciou por meio de uma nota oficial divulgada à imprensa:
“O Santos FC informa que por determinação da presidência foi instaurado, logo após a ocorrência dos fatos, processo de sindicância interna para analisar o episódio que envolveu os atletas Neymar Jr. e Robson de Souza Jr (Robinho), durante o treino deste último domingo (03/5), no CT Rei Pelé.
O Departamento Jurídico do Clube está responsável pela condução da sindicância”.






