A novela Vale Tudo, um marco da teledramaturgia brasileira no fim dos anos 1980, ganhou um remake pelas mãos da escritora Manuela Dias. Exibida na faixa das 21h na TV Globo, a “nova” Vale Tudo alcançou bons indíces de audiência e chegará ao fim no dia 17 de outubro. Ao que tudo indica, com um roteiro bem diferente da primeira edição da obra.
Produzida também pela TV Globo e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, Vale Tudo foi exibida em 204 capítulos entre os dias 16 de maio de 1988 e 6 de janeiro de 1989. A trama literalmente parou o Brasil para a resposta que todos queriam saber: afinal de contas, quem matou Odete Roitman (Beatriz Segall)?
A trama girou em torno da história de Raquel Accioli, uma mulher honesta e batalhadora, e de sua filha, Maria de Fátima, ambiciosa e disposta a tudo para conquistar riqueza e status. O enredo aborda temas como corrupção, ganância, injustiça social e os dilemas éticos da sociedade brasileira, mostrando o contraste entre honestidade e esperteza.
Personagens icônicos, como a inesquecível vilã Odete Roitman, marcaram a trama, que misturou suspense, dramas familiares e reviravoltas, mantendo o público envolvido em cada episódio e tornando a novela um clássico da televisão brasileira. No fim, foi Leila, personagem interpretada por Cássia Kiss, a responsável por ceifar a vida da bilionária.
No remake, Manuela Dias trouxe mudanças significativas na história original, atualizando conflitos e personagens para a realidade contemporânea. Odete (interpretada por Deborah Bloch) ganhou ainda mais destaque, e novas tramas envolvendo ambição, família e moralidade foram inseridas, mantendo o público em suspense até os últimos capítulos.
Globo teria descartado final de Manuela Dias
Segundo informações do jornaista Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, a Globo optou por poupar Maria de Fátima, interpretada por Bella Campos, de um desfecho polêmico no remake de Vale Tudo. A emissora vetou a possibilidade de a personagem ser a responsável pela morte de Odete Roitman (Débora Bloch), e essa versão da cena sequer chegou a ser gravada.
O roteiro alternativo foi elaborado por Manuela Dias, mas acabou sendo descartado pelo diretor Paulo Silvestrini e pelo chefe de teledramaturgia da Globo, José Luiz Villamarim. O afeto do público pela personagem de Bella Campos influenciou a decisão de preservar um desfecho mais positivo.






