Apesar de não ser considerada a forma mais eficiente de higienização após o uso do banheiro, o papel higiênico se consolidou como padrão em muitos países, especialmente no Ocidente, por conta de fatores como a sensação de secura imediata, praticidade de uso e facilidade de descarte.
Entretanto, apesar de sua popularidade e de ser um produto feito de papel, que existe desde o ano 105 d.C., o papel higiênico comercial é relativamente jovem, tendo sido desenvolvido a menos de 170 anos.
Isso significa que, após fazer suas necessidades, os povos antigos possuíam maneiras distintas de se limpar, que variavam de acordo com o ambiente em que estavam inseridos. Entre os métodos mais conhecidos, estão:
- Água: povos que se estabeleceram às margens de rios utilizavam a água para se higienizar, utilizando conchas rasas ou jarros com bico longo para direcionar a água durante o processo ou tomando banhos completos;
- Itens da natureza: em regiões muito áridas ou frias, onde o acesso à água era limitado, folhas largas e macias, pedras lisas, musgo seco ou até mesmo areia limpa eram utilizados para higienização;
- Hierarquia material: na Europa medieval, nobres e membros do clero se higienizavam com lã de carneiro, linho e tecidos mais macios, enquanto classes mais populares eram obrigadas a usar trapos velhos e feno;
- Tersorium: utilizado principalmente pelos romanos, o utensílio consistia em uma esponja marinha presa na extremidade de um bastão de madeira que era lavado após a limpeza, uma vez que ele era de uso coletivo.
A evolução do papel higiênico
Conforme mencionado anteriormente, o papel higiênico que é conhecido até os dias atuais só surgiu em meados do século XIX, tendo sido criado por Joseph C. Gayetty. Entretanto, registros históricos revelam que folhas de papel já estavam sendo utilizadas para limpeza anos antes.
Isso porque os chineses passaram a desenvolver folhas específicas para essa finalidade por volta do século VI, durante o período da dinastia Tang. Perfumadas e macias, elas eram utilizadas principalmente pela corte imperial.
Já Gayetty passou a comercializar o primeiro protótipo do que viria a ser o produto em 1857, anunciando-o como “papel medicinal”. Umedecidas com aloe vera, as folhas vinham com seu nome impresso.






