Caso Lula não seja candidato à reeleição, quem deveria substituí-lo? Esta foi a inédita pergunta realizada pelo Ipsos-Ipec. As respostas apontam que Fernando Haddad (17%) e Geraldo Alckmin (19%) aparecem empatados em primeiro lugar, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Bem abaixo da dupla de ministros aparecem Camilo Santana (7%) e Flávio Dino (6%). A maioria, no entanto, não sabe, não quis responder ou respondeu “nenhum desses nomes” (17%). Vale destacar que 30% dos eleitores de Lula acreditam que ele mesmo não deveria disputar a reeleição no próximo ano.
A pesquisa foi conduzida presencialmente entre 1º e 5 de agosto, com 2.000 entrevistados em 132 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país. Em discurso recente, o próprio Lula deixou claro que pretende estar nas eleições de 2026 para não entregar o Brasil “para aquele bando de maluco” que quase “destruiu o país” nos últimos anos.
“Não se preocupem, vou fazer 80 anos de idade, se eu tiver com a saúde que estou hoje, com a disposição que estou hoje, pode ter certeza que serei candidato outra vez para ganhar as eleições nesse país. Podem ter certeza, serei candidato para ganhar as eleições nesse país. Eu não vou entregar esse país de volta para aquele bando de maluco que quase destrói esse país nos últimos anos”, disse.
Quais os dados do lado de Jair Bolsonaro?
No lado oposto, 67% dos eleitores consideram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deveria disputar as eleições de 2026. Entre os principais nomes apontados para substituí-lo estão sua esposa, Michelle Bolsonaro (PL), com 23%, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 21%.
Outros nomes mencionados são os filhos Eduardo (11%) e Flávio Bolsonaro (9%), além dos governadores Ratinho Jr. (10%), Ronaldo Caiado (6%) e Romeu Zema (5%). Os números foram levantados pelo Datafolha, em pesquisa que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 130 municípios brasileiros.





