O governo do Peru implementou uma medida polêmica para tentar reduzir a criminalidade urbana em áreas como Lima e Callao: desde 20 de janeiro de 2026, a circulação de motocicletas com duas pessoas (condutor e passageiro) passou a ser proibida.
A regra está em vigor como parte de um estado de emergência decretado pelas autoridades para enfrentar o avanço de crimes cometidos com uso de motos, como assaltos e execuções rápidas, que vinham gerando preocupação entre a população local.
De acordo com o Decreto Supremo nº 002-2026-MTC, quem for flagrado transportando um passageiro adicional em uma motocicleta poderá ser multado em até S/ 1.320, valor que atualmente equivale a cerca de R$ 2,1 mil. Além da multa pesada, os condutores sujeitos à infração receberão pontos na carteira de habilitação e podem perder outros benefícios.
A fiscalização da nova norma ficou sob responsabilidade da Polícia Nacional do Peru (PNP), que tem aplicado as sanções tanto por abordagens diretas quanto por meio de sistemas de monitoramento urbano. Autoridades afirmam que a medida visa dificultar a ação de criminosos, que frequentemente utilizam motocicletas com dupla ocupação para se aproximar de vítimas.
Embora a proibição e as penalidades sejam duras e tenham gerado debates entre moradores e trabalhadores que dependem de motos para se locomover, o governo peruano sustenta que a prioridade é a segurança pública.
Medida atinge Lima e Callao e gera debate entre moradores
A restrição vale principalmente para a região metropolitana de Lima e para a província constitucional de Callao, áreas que concentram altos índices de crimes praticados com motocicletas. A decisão faz parte de um pacote emergencial adotado pelo governo peruano para reforçar a segurança pública e ampliar o controle nas ruas, com apoio da polícia e de operações de fiscalização intensificadas.
Apesar do objetivo de reduzir assaltos e homicídios, a regra tem provocado críticas de trabalhadores que utilizam motos como principal meio de transporte, incluindo entregadores e famílias que dependem do veículo para deslocamento diário. Enquanto autoridades defendem a eficácia preventiva da medida, parte da população questiona os impactos sociais e econômicos da proibição.






