Autoridades de saúde dos Estados Unidos avaliam uma possível relação entre o aumento dos diagnósticos de autismo e o consumo de paracetamol durante a gestação. O medicamento, conhecido mundialmente pela marca Tylenol, é amplamente utilizado no tratamento de dores e febre. A discussão ganhou destaque após reportagem publicada pelo jornal The New York Times, que cita estudos em andamento sobre o tema.
Pesquisas dividem a comunidade científica
A investigação sobre a ligação entre o paracetamol e casos de autismo não é nova. Há anos, pesquisadores buscam compreender se o uso do remédio por gestantes pode influenciar no desenvolvimento neurológico dos bebês. Até agora, entretanto, os estudos têm apresentado resultados inconsistentes, sem estabelecer relação direta de causa e efeito.
Mesmo assim, a recomendação mais recente do governo norte-americano é de que o medicamento seja usado apenas em situações de febre alta durante a gravidez. É importante lembrar que a dipirona, alternativa bastante comum no Brasil, é proibida nos EUA.
Crescimento nos diagnósticos não significa aumento real de casos
Desde o início dos anos 2000, o número de diagnósticos de autismo cresceu significativamente em diferentes países. Especialistas ressaltam, no entanto, que esse aumento está associado principalmente à maior conscientização e à ampliação dos critérios de avaliação, e não necessariamente a um crescimento real no número de pessoas com o transtorno.
O que dizem especialistas em saúde
O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, entidade que reúne médicos da área, afirma que o medicamento continua sendo considerado um dos analgésicos mais seguros para grávidas.






