O modelo de pedágio eletrônico conhecido como free flow está se expandindo nas rodovias brasileiras. O modelo dispensa praças com cancelas e permite a passagem direta dos veículos. No estado de São Paulo, o governo confirmou novos trechos que passarão a adotar a tecnologia, com leilão previsto para 27 de fevereiro.
Atualmente, o estado já conta com 37 pontos operando nesse formato. A tendência é de ampliação nos próximos anos, acompanhando novos contratos de concessão.
Como funciona a cobrança
No sistema free flow, o motorista não precisa reduzir a velocidade para pagar o pedágio. A cobrança é feita automaticamente por meio de dispositivo instalado no para-brisa ou posteriormente, via consulta da placa no site da concessionária. A Artesp também lançou a plataforma Siga Fácil, que centraliza informações e facilita o pagamento.
Rota Mogiana terá investimento bilionário
Entre os destaques está a chamada Rota Mogiana, corredor de 520 quilômetros que liga Campinas a Ribeirão Preto, hoje sob gestão da Renovias e do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER). O projeto prevê cerca de R$ 9,4 bilhões em investimentos.
A futura concessionária deverá implantar praças com sensores e câmeras capazes de identificar veículos por meio de tags eletrônicas ou leitura automática de placas. O contrato também prevê descontos para usuários frequentes.
Litoral e interior também entram no modelo
No Lote Litoral Paulista, vencido pelo Consórcio Novo Litoral, estão sendo instalados 15 pontos de free flow. Na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que liga Praia Grande a Peruíbe, as tarifas devem ser até 20% menores.
Já os projetos da Rota Sorocabana e da Nova Raposo somam previsão de R$ 16,7 bilhões em investimentos. Nesses trechos, motoristas que utilizarem as vias com frequência poderão obter descontos progressivos, chegando a 20% após determinado número de passagens no mês.






