Por se tratar de uma das maiores metrópoles do mundo, São Paulo é naturalmente marcada pela verticalização, reunindo prédios de diferentes portes ao longo de toda a sua extensão. No entanto, um deles se destaca por seu valor histórico inestimável.
Erguido na Rua Direita, no centro da capital paulista, o Edifício Guinle foi inaugurado em 1913 e chamou atenção tanto por seu design que, por adotar o estilo art nouveau, rompeu com o padrão da época, quanto por suas dimensões.
Isso porque, embora seus sete andares sejam considerados modestos diante dos padrões atuais, o Guinle foi, em sua época, o único edifício com essa altura, o que lhe rendeu o título de “primeiro arranha-céu de São Paulo”.
Além de causar espanto entre engenheiros e autoridades, o prédio ainda do então prefeito, Barão Duprat, que chegou a exigir estudos técnicos para comprovar sua estabilidade estrutural.
E a preservação do Guinle, tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp), ao longo de todos esses anos evidencia a durabilidade e a capacidade de resistência da construção.
Da construção ao restauro: a história do prédio mais antigo de São Paulo
Construído para abrigar a sede das empresas da família Guinle, o prédio foi construído e projetado pelo arquiteto catalão Hyppolito Gustavo Pujol Júnior e pelo brasileiro Augusto de Toledo e se tornou pioneiro no uso de concreto armado.
Com o tempo, a influência dos proprietários começou a diminuir. Por conta disso, o Edifício Guinle acabou sendo vendido e, em 1997, foi adquirido pela empresa Mundial Calçados, que mantém uma loja no térreo.
Os demais andares funcionam como salas de reunião e áreas de estoque. Em 2011, os sócios da empresa viabilizaram a restauração do imóvel por meio de financiamento aprovado pela Lei Cidade Limpa, mas optaram por preservar, ao máximo, as características originais do edifício.






