O Brasil, reconhecido como pioneiro no PIX e grande defensor da inovação financeira, acaba de dar um novo passo em seu projeto mais ambicioso desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos. Na semana passada, o Banco Central (BC) anunciou que a próxima fase do Drex, apresentada em 2023 como a futura moeda digital oficial do país, está prevista para ser lançada em 2026.
O Drex é uma moeda digital emitida e regulada pelo Banco Central, com o objetivo de complementar o dinheiro físico e os sistemas de pagamento existentes, oferecendo mais segurança, rapidez e eficiência nas transações. Diferente de criptomoedas privadas, como o Bitcoin, o Drex terá lastro oficial e será considerado dinheiro legal, podendo ser usado tanto por cidadãos quanto por empresas.
Entre os principais benefícios esperados estão a redução de custos em transações financeiras, maior inclusão digital e a possibilidade de pagamentos instantâneos mais seguros, sem depender de intermediários bancários tradicionais.
Com o lançamento previsto para 2026, o Drex promete transformar a forma como brasileiros movimentam seu dinheiro no dia a dia, integrando tecnologia, inovação e a supervisão do Banco Central. Atualmente, apenas três países já lançaram suas moedas digitais de varejo: Bahamas, Jamaica e Nigéria. Outros 134 ainda estão em fase de pesquisa ou piloto.
Como o Drex vai funcionar para o cidadão comum
- Carteira digital: Cada usuário terá acesso a uma carteira digital, vinculada ao seu CPF, para enviar e receber Drex.
- Pagamentos instantâneos: Transferências entre pessoas ou para estabelecimentos serão rápidas, seguras e sem a necessidade de intermediários bancários.
- Integração com sistemas existentes: O Drex poderá ser usado junto ao PIX, cartões e outros métodos de pagamento, facilitando o dia a dia.
- Segurança: Por ser regulado pelo Banco Central, garante confiabilidade e proteção contra fraudes.
Como o Drex vai funcionar para empresas
- Pagamentos e recebimentos: Negócios poderão receber pagamentos em Drex de forma imediata, agilizando o fluxo de caixa.
- Redução de custos: Transações digitais diretas podem diminuir taxas cobradas por bancos e intermediários.
- Pagamentos automatizados: Empresas poderão programar pagamentos recorrentes, salários ou fornecedores diretamente em Drex.
- Integração financeira: Possibilidade de conectar o Drex a sistemas de contabilidade e gestão financeira para maior eficiência.






