A violência policial é um dos temas mais controversos e debatidos no Brasil, envolvendo questões de segurança pública, direitos humanos e políticas de combate ao crime. Entre os diversos dados disponíveis, um dos mais alarmantes refere-se ao número de mortes provocadas por diferentes corporações policiais no país. E um dado alarmante vem da Bahia.
A Polícia Militar da Bahia mata, em média, cinco pessoas por dia. Atualmente, o estado registra a maior taxa de letalidade policial do Brasil em números absolutos. Somente em 2024, 1.557 pessoas foram assassinadas pela PM baiana. Entre 2023 e 2024, a corporação matou mais pessoas do que todas as polícias dos Estados Unidos juntas, apesar de representar apenas cerca de 5% da população americana.
O número real de mortes pode ser ainda maior devido à atuação de milícias ligadas a policiais. A maioria das vítimas são homens negros, jovens e moradores de periferias. Especialistas, como Samuel Vida, da Universidade Federal da Bahia, classificam o fenômeno como um possível genocídio.
Outros estados também apresentam índices preocupantes de letalidade policial, embora em menor escala que a Bahia. São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, por exemplo, registram altas taxas de mortes por intervenção policial, com vítimas predominantemente jovens, negros e de comunidades periféricas.
Pesquisas indicam que essas mortes estão frequentemente associadas a abordagens violentas, falta de treinamento adequado e políticas de segurança focadas em confrontos armados, em vez de prevenção e mediação de conflitos.
Os estados com mais mortes realizadas pela Polícia (2024)
- Bahia – 1.556 mortes
- São Paulo – 813 mortes
- Rio de Janeiro – 703 mortes
- Pará – 606 mortes
- Paraná – 400 mortes
Taxa de letalidade policial por 100 mil habitantes
- Amapá – 45,1 mortes por 100 mil habitantes
- Bahia – 40,6 mortes por 100 mil habitantes
- Ceará – 37,5 mortes por 100 mil habitantes
- Pernambuco – 36,2 mortes por 100 mil habitantes
- Alagoas – 35,4 mortes por 100 mil habitantes






