O iFood divulgou um balanço parcial de seus investimentos ao longo do ano e revelou números que evidenciam a expansão da plataforma no Brasil. Segundo a empresa, o mês de novembro fechou com mais de 500 mil entregadores ativos cadastrados, um crescimento expressivo em relação aos dados apresentados anteriormente. Em setembro do ano passado, eram cerca de 310 mil trabalhadores, número que subiu para 455 mil em junho de 2025 e seguiu avançando nos meses seguintes.
O crescimento da base acompanha o aumento da demanda por serviços de entrega, especialmente em períodos de grande movimentação no comércio eletrônico e no setor de alimentação.
Ganhos médios e dia histórico de pedidos
Ainda de acordo com o comunicado, os entregadores tiveram, em novembro, um ganho médio de R$ 31 por hora trabalhada. O valor representa um aumento de 9% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a própria empresa.
O mês também entrou para a história do aplicativo por outro motivo. Durante a Black Friday, no dia 28 de novembro, o iFood registrou o maior volume de pedidos já feito em um único dia: 3,8 milhões de solicitações processadas pela plataforma.
Concorrência e debate sobre regulamentação
Apesar dos resultados positivos, o ano de 2025 foi marcado por desafios importantes para o setor de delivery. O mercado passou a contar com novos concorrentes e, ao mesmo tempo, aumentou a pressão política por regras mais claras para o trabalho realizado por meio de aplicativos.
No início de novembro, o governo federal anunciou a criação de um grupo de trabalho destinado a discutir propostas de regulamentação para entregadores. A iniciativa será coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Propostas em análise no Congresso
No Legislativo, também avançam debates sobre o tema. Desde julho, tramita na Câmara dos Deputados um projeto apresentado pelo deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), que propõe a criação de uma remuneração mínima por entrega. Nesta semana, o relator do texto sugeriu o valor de R$ 8,50 por serviço realizado.
Em nota, Johnny Borges, diretor de Impacto Social do iFood, afirmou que a empresa busca compreender as demandas dos entregadores e transformá-las em medidas práticas, destacando o compromisso com o equilíbrio do ecossistema da plataforma.






