A redação é uma das partes mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e costuma abordar questões sociais relevantes para o Brasil. Embora o tema só seja revelado no dia da prova, especialistas e plataformas educacionais indicam alguns assuntos que podem aparecer na edição de 2026.
Em geral, a banca do exame escolhe temas ligados à cidadania, direitos humanos e desafios contemporâneos enfrentados pela sociedade. Entre as apostas para este ano estão debates relacionados à tecnologia e suas consequências sociais.
Um exemplo é o impacto da inteligência artificial e da automação no mercado de trabalho, tema que levanta discussões sobre desigualdade digital, qualificação profissional e mudanças nas relações de emprego. Questões ligadas ao uso excessivo de telas e à saúde mental de crianças e adolescentes também aparecem entre os possíveis assuntos.
Outra possibilidade envolve temas de saúde pública e comportamento social. Especialistas apontam, por exemplo, o aumento da automedicação no país e os riscos dessa prática, impulsionada pela facilidade de acesso a informações na internet. Além disso, o envelhecimento da população brasileira também surge como pauta provável.
Temas relacionados a direitos humanos e cidadania também são recorrentes no exame e podem voltar a aparecer. Questões como violência nas escolas, preconceito contra grupos sociais ou transformações nas relações de trabalho — como a chamada “uberização” da economia — são frequentemente debatidas no país e podem servir de base para a proposta de redação.
Como se preparar para possíveis temas da redação
Especialistas em educação recomendam que os candidatos acompanhem o noticiário e pratiquem a escrita com frequência para se preparar para a redação do Enem. Como a prova costuma tratar de problemas sociais atuais, manter-se informado sobre debates envolvendo tecnologia, saúde, educação e direitos humanos pode ajudar na construção de argumentos mais sólidos.
Além disso, treinar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo — exigida no exame — é fundamental para organizar ideias com clareza. Outra estratégia importante é estudar repertórios socioculturais que possam ser utilizados em diferentes temas, como dados estatísticos, referências históricas, leis e citações de pensadores.






