A reforma trabalhista aprovada recentemente na Argentina pelo governo do presidente Javier Milei provocou forte reação popular após a medida ser convertida em lei pelo Congresso. O pacote de mudanças, impulsionado pela coalizão governista, altera profundas normas que regem as relações de trabalho no país e faz parte da ampla agenda de reformas liberais de Milei.
Entre os pontos mais controvertidos da reforma está a possibilidade de estender a jornada de trabalho diária de 8 para até 12 horas, sem o pagamento obrigatório de horas extras, podendo essas horas adicionais ser compensadas com folgas em outros dias, segundo o texto aprovado.
A proposta também enfraquece proteções históricas, reduz valores de indenizações por demissão e limita o direito de greve — com exigência de serviços mínimos em setores essenciais como saúde e transporte. As mudanças provocaram revolta nas ruas: sindicatos, trabalhadores, movimentos sociais e estudantes organizaram manifestações pelo país.
Greves gerais, bloqueios de rodovias e confrontos com a polícia foram registrados durante as mobilizações em bairros centrais de Buenos Aires e outras capitais argentinas, com a população criticando a reforma como um ataque aos direitos conquistados ao longo de décadas.
Enquanto o governo de Milei defende que as alterações vão atrair investimentos, dinamizar o mercado de trabalho e reduzir a informalidade, os opositores argumentam que a lei precariza empregos e amplia a exploração da mão de obra.
Protestos tomam as ruas e tensão política aumenta
A aprovação da reforma intensificou o clima de tensão na Argentina, com centrais sindicais convocando paralisações e atos em frente ao Congresso, em Buenos Aires. Manifestantes criticaram especialmente a ampliação da jornada para até 12 horas diárias e as mudanças nas regras de demissão, classificando o pacote como um retrocesso histórico nas garantias trabalhistas.
Em alguns pontos da capital, houve confronto entre grupos de manifestantes e forças de segurança, ampliando o debate sobre os limites da nova legislação. O governo, por sua vez, sustenta que as medidas são necessárias para modernizar o mercado de trabalho e enfrentar a crise econômica que atinge o país.






