A Rússia avançou no ranking das maiores economias do mundo e ultrapassou Brasil e Canadá nas projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com a atualização dos dados, o país passou a ocupar a 9ª posição entre as maiores economias globais. O Canadá caiu para o 10º lugar, enquanto o Brasil passou a ocupar a 11ª colocação no ranking mundial.
Os números fazem parte da revisão do relatório World Economic Outlook, divulgado inicialmente em outubro de 2025 e atualizado com novas estimativas para 2026. A classificação considera o valor total de bens e serviços produzidos por cada país ao longo de um ano, o chamado Produto Interno Bruto (PIB), convertido para dólares com base na taxa média de câmbio.
No caso do Brasil, a queda no ranking já era esperada desde projeções anteriores divulgadas pelo FMI. Ainda assim, alguns fatores recentes ajudaram a melhorar levemente os números finais da economia brasileira. Um deles foi a valorização do real frente ao dólar, que acabou aumentando o valor do PIB quando convertido para a moeda norte-americana.
O FMI havia projetado uma cotação média do dólar em torno de R$ 5,61, mas o valor final ficou próximo de R$ 5,58, o que fez a economia brasileira aparecer cerca de US$ 24 bilhões maior do que o previsto inicialmente. Mesmo com essa diferença positiva, o crescimento econômico do país ficou um pouco abaixo do esperado, já que dados do IBGE apontaram expansão de 2,3% em 2025.
Como funciona o ranking das maiores economias do mundo
O ranking das maiores economias globais é elaborado com base no tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. Esse indicador mede o valor total de todos os bens e serviços produzidos dentro de uma nação ao longo de um ano. Instituições como o Fundo Monetário Internacional utilizam esse cálculo para comparar o peso econômico de diferentes países no cenário internacional.
No entanto, a posição no ranking pode mudar com frequência. Fatores como crescimento econômico, variação cambial e mudanças no comércio internacional influenciam diretamente o valor final do PIB quando convertido para dólares. Por isso, países como Brasil, Canadá e Rússia podem alternar posições ao longo dos anos conforme suas economias evoluem.






