O alívio recente nos preços de alimentos pode estar com os dias contados, já que um dos itens mais presentes na mesa do brasileiro tende a ficar mais caro nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a principal origem dessa possível alta está no aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
Com tensões geopolíticas elevando o valor do barril, o diesel também fica mais caro aqui no Brasil. Como o transporte de insumos e alimentos depende majoritariamente de caminhões, o frete sobe, o que consequentemente aumenta o valor dos alimentos.
Proteína popular na mira
O ovo está entre os mais afetados porque faz parte de uma cadeia produtiva sensível a esses custos. A ração dos animais, por exemplo, precisa ser transportada, assim como o produto final. O frango e a carne suína também se encaixam nesse quadro.
Mesmo que a produção esteja equilibrada, o aumento no gasto com combustível, logística e embalagens acaba sendo repassado ao consumidor. Isso explica por que esses itens, antes mais baratos, podem subir de preço rapidamente.
Demanda crescente intensifica o cenário
Outro fator que contribui para a alta é o aumento da procura por essas proteínas. Com o encarecimento de outras carnes, muitos brasileiros passaram a consumir mais ovos e frango, considerados alternativas mais baratas.
Quando mais pessoas buscam os mesmos produtos ao mesmo tempo em que o custo para produzi-los aumenta, a tendência é o reajuste nos preços.






