Neste sábado (17), o Mercosul e a União Europeia podem firmar um importante acordo comercial que possui como objetivo central aliviar as tarifas de uma grande parcela dos produtos intercambiados pelos dois lados. Mas este pode não ser o único impacto causado.
Afinal, a resolução também deve provocar grandes mudanças para as gôndolas dos supermercados sul-americanos, já que produtores do continente não poderão mais utilizar nomes de produtos vinculados a regiões específicas da Europa nos itens que comercializam.
Sendo assim, produtos adorados pelos brasileiros, como o “presunto parma” e o “conhaque” devem ter seus nomes alterados, uma vez que somente os itens originais terão o direito de ser chamados desta forma.
É importante destacar que as restrições se aplicam somente aos nomes, e não à fabricação ou comercialização dos produtos. Ou seja, eles ainda poderão ser encontrados nas prateleiras, mas receberão outra alcunha.
E é provável que os nomes sejam totalmente inéditos, pois a nova norma também impede o uso de traduções ou expressões como “tipo parma” ou “estilo champanhe”. As mudanças devem ser iniciadas ainda este ano.
Brasil negocia exceção para nomes de queijos
Apesar da rigidez da exigência, que estabeleceu proteções para mais de 500 produtos, o Brasil ainda conseguiu negociar exceções para sete tipos de queijos que já possuem produções consolidadas no país.
Sendo assim, os nomes gorgonzola, parmesão, grana padano, gruyère, fontina, steinhäger e genever ainda poderão ser utilizados pelos produtores. Entretanto, foram impostas as seguintes condições:
- As embalagens não poderão conter bandeiras ou imagens que remetam à origem europeia;
- O nome da marca deve aparecer com uma fonte substancialmente maior do que a da indicação geográfica;
- Assegurar que o consumidor entenda que o produto não é importado da região original.
Vale ressaltar que o Mercosul também garantiu proteção para mais de 200 itens no acordo, com 37 deles sendo exclusivos do Brasil, incluindo a cachaça e o queijo canastra. Desta forma, alterações também deverão ocorrer no exterior.






