Por mais que fatores como a demanda aquecida e a oferta ainda irrestrita de imóveis tenham aumentado os preços de aluguel no Brasil como um todo, em determinadas regiões do país, os impactos podem ser percebidos de forma muito mais nítida.
Isso porque, conforme revelado pelos dados mais recentes do Índice FipeZAP, em algumas cidades, o valor cobrado já se tornou inacessível para uma parcela significativa da população, se equiparando a gastos como o financiamento de um veículo novo.
Um bom exemplo disso é o caso de Barueri, na Grande São Paulo, que em novembro do ano passado, alcançou o valor médio de R$ 70,24 por metro quadrado, superando até mesmo o consolidado nacional.
Por conta disso, estima-se que o montante cobrado mensalmente por um imóvel que possui um tamanho entre 50 m² e 75 m² possa chegar a aproximadamente R$ 3.500, que é uma faixa que corresponde aos gastos de famílias na faixa de renda média-alta a alta.
Vale destacar que a faixa de preço permite financiar tanto SUVs compactos e versões mais completas de hatches ou sedãs quanto carros elétricos, o que pode acabar fazendo com que pessoas interessadas em viver no município reavaliem suas condições e prioridades.
Cidades com os aluguéis mais caros do Brasil: confira o ranking
É importante ressaltar que, embora Barueri esteja liderando o levantamento, a região Sudeste não é a única a ocupar uma posição alta, tendo em vista que aumentos expressivos no aluguel também foram percebidos no Norte e Nordeste do país. Confira:
- Barueri (SP): 70,24
- Belém (PA): 62,57
- São Paulo (SP): 62,25
- Recife (PE): 60,95
- Florianópolis (SC): 59,76
- São Luís (MA): 56,34
- Rio de Janeiro (RJ): 54,40
- Maceió (AL): 53,66
- Vitória (ES): 51,10
- Salvador (BA): 50,97
De acordo com o portal Times Brasil, apesar dos aumentos, imóveis menores continuam oferecendo resultados positivos aos proprietários, em especial os que contam com apenas um dormitório.






