Na Coreia do Norte, a propriedade privada é fortemente restrita e submetida ao controle estatal. Ainda assim, uma economia de mercado informal vem ganhando espaço, impulsionada pelos mercados paralelos conhecidos como jangmadang e por pequenas iniciativas privadas toleradas de forma implícita. Esse cenário tem permitido que alguns cidadãos acumulem recursos.
Pela Constituição, os meios de produção pertencem ao Estado, a organizações sociais e a cooperativas. O governo também assegura a moradia à população: não há compra nem aluguel de imóveis, que são distribuídos pelo Estado. Qualquer mudança de residência deve ser solicitada às autoridades, que decidem conforme a necessidade e a disponibilidade.
Sim, há aluguel na Coreia do Norte, mas ele não faz parte do sistema oficial. Predominantemente, a habitação é fornecida gratuitamente pelo Estado, dentro do modelo socialista, com moradias construídas e distribuídas aos trabalhadores. Ainda assim, existem aluguéis informais, operados no mercado negro, além de locações por temporada destinadas a estrangeiros em áreas específicas.
Na prática, esses arranjos paralelos surgiram como resposta às dificuldades econômicas e à escassez de recursos, sobretudo a partir da década de 1990. Proprietários de fato — embora não reconhecidos legalmente — passaram a negociar o uso de moradias de forma informal, geralmente mediante pagamentos em dinheiro ou bens, sem qualquer contrato ou proteção jurídica.
Para os estrangeiros, o aluguel é permitido apenas em locais previamente autorizados pelo governo, como hotéis, residências oficiais ou acomodações voltadas ao turismo e a missões diplomáticas. Mesmo nesses casos, o controle estatal é rigoroso, e os valores e condições são definidos ou supervisionados pelas autoridades.






