O avanço das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil ganhou um novo capítulo após a confirmação de dezenas de notificações de mortes associadas ao uso desses medicamentos. Dados oficiais apontam que, entre 2018 e 2025, foram comunicados 65 óbitos suspeitos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os registros constam no banco de dados do Vigimed, ferramenta utilizada para acompanhar reações adversas após a comercialização de remédios no país.
O que está sendo investigado
Os relatos envolvem substâncias normalmente prescritas para diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para controle da obesidade. Entre os princípios ativos monitorados estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Especialistas explicam que as notificações em sistemas de vigilância não significam comprovação de causa. O registro é um ponto de partida para análise técnica mais aprofundada, que considera histórico clínico, uso de outros medicamentos e condições pré-existentes.
Número vai além de casos já divulgados
Os óbitos suspeitos agora se juntam aos eventos adversos que já estavam sob acompanhamento da Anvisa. Casos suspeitos de pancreatite já haviam sido noticiados anteriormente, mas os novos dados incluem diferentes tipos de desfechos clínicos relacionados aos medicamentos.
A Anvisa reforça que a investigação de possível relação causal exige avaliação científica detalhada e que o simples registro não confirma responsabilidade do medicamento.
Fabricantes mantêm posição
Segundo informações do g1, empresas responsáveis pelos produtos afirmam que os medicamentos seguem padrões internacionais de segurança e que os riscos conhecidos constam em bula. Também destacam que pacientes com obesidade e diabetes já apresentam, por si só, maior vulnerabilidade a complicações clínicas.






