O reajuste no valor do salário mínimo nacional começou trazendo alívio para milhões de trabalhadores logo no início do ano. Definido em R$ 1.621 pelo Governo Federal, o valor representa aumento de 6,79% em relação ao ano anterior, percentual acima da inflação acumulada no período.
Embora o valor estabelecido pelo governo seja válido em todo o país, em alguns estados o valor pago supera o mínimo nacional. É o caso do Paraná, onde faixas salariais ultrapassam os R$ 2.200 e chegam a mais de R$ 2.400.
Paraná lidera com maior piso do país
O Paraná mantém salário mínimo regional e atualmente tem os maiores valores do país. Os novos pisos foram aprovados pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter) e são válidos até o final do ano.
O estado divide o piso em quatro grupos, conforme a atividade profissional. Trabalhadores da agropecuária, setor florestal e pesca recebem R$ 2.105,34. Já empregados do comércio, serviços administrativos, reparação e manutenção têm salário mínimo de R$ 2.181,63.
Na indústria, o valor sobe para R$ 2.250,04. Técnicos de nível médio contam com o maior piso estadual, fixado em R$ 2.407,90.
Como funcionam os pisos regionais
Além do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também adotam salários mínimos regionais. Esses valores levam em conta fatores como custo de vida, perfil do mercado de trabalho e oferta de mão de obra local.
Mesmo com os reajustes, especialistas apontam que o salário mínimo ainda está longe de cobrir toda as necessidades básicas dos trabalhadores. Segundo o Dieese, para sustentar uma família de quatro pessoas, o valor ideal deveria ultrapassar R$ 7 mil.
Mesmo assim, nos estados com piso regional mais elevado, o aumento é visto como avanço e reforça o debate sobre políticas salariais que acompanhem o custo de vida da população.






