O ciclone extratropical que provocou ventos fortes e chuva em partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país se afastou do Brasil neste domingo (9), seguindo para o alto-mar. Conforme informações da Climatempo, o fenômeno perdeu intensidade em comparação ao sábado (8) e deixou o litoral de São Paulo rumo ao oceano.
A previsão indica que não há mais risco de temporais ou ventanias nos estados afetados. A frente fria e o ciclone se formaram na sexta-feira (7), provocando fortes impactos principalmente no Paraná, o estado mais afetado pela passagem do sistema. Em Rio Bonito do Iguaçu, o fenômeno ganhou força e se transformou em um tornado.
Ao todo foram seis pessoas mortas e mais de 700 feridas. O governo do Paraná classificou o tornado como um fenômeno meteorológico de categoria F3 — o terceiro nível em uma escala que vai de zero a cinco e mede a intensidade desse tipo de evento climático.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil confirmou a formação de três tornados em municípios do Oeste do estado. As tempestades causaram destelhamentos, quedas de árvores e danos em diversas residências. Ao menos 32 pessoas ficaram desalojadas e duas sofreram ferimentos.
Em São Paulo, de acordo com a Defesa Civil estadual, as rajadas de vento chegaram a 109 km/h, deixando 18 pessoas desalojadas em decorrência do fenômeno. Na capital, o ciclone também causou o desabamento parcial de uma residência devido à infiltração no solo. A Enel emitiu um alerta para chuvas intensas e acionou um plano de contingência para lidar com os possíveis danos provocados pelos temporais.
Já no Rio de Janeiro, a Avenida Niemeyer e a Ciclovia Tim Maia, na zona sul da capital, foram temporariamente interditadas por causa dos fortes ventos registrados na estação do Vidigal, onde as rajadas chegaram a 74,8 km/h neste sábado (8). A ventania também causou a queda de parte do muro do metrô entre as estações Coelho Neto e Colégio, na zona norte da cidade.






