Os vereadores de Campo Grande aprovaram, na última terça-feira (2), um projeto de lei complementar que reajusta o salário dos profissionais de saúde da Capital. A proposta, enviada pelo Executivo, recebeu aprovação unânime.
Pelo texto, os valores anteriormente incluídos no auxílio-alimentação passam a compor o salário-base, com implementação gradual até 2028. O acréscimo será dividido em quatro etapas: R$ 150 em novembro deste ano, R$ 200 em novembro de 2026, R$ 200 em novembro de 2027 e mais R$ 200 em abril de 2028.
Na justificativa, a prefeitura afirma que a proposta é resultado de reuniões com o Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem) e que recebeu aprovação da categoria. O Executivo também destaca que o projeto está em conformidade com as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) relacionadas a despesas de pessoal.
Para viabilizar a medida, o auxílio-alimentação será gradualmente reduzido conforme os valores forem incorporados ao salário-base. Márcio Luiz de Souza Godoy, representante dos servidores, acompanhou a votação na Câmara e destacou que a incorporação garante mais segurança aos trabalhadores quanto à regularidade do pagamento.
Cargos efetivos do chamado “Profissionais em Serviços de Saúde”
- Assistente Social;
- Farmacêutico;
- Farmacêutico-Bioquímico;
- Fisioterapeuta;
- Fonoaudiólogo;
- Nutricionista;
- Profissional de Educação Física;
- Psicólogo;
- Terapeuta Ocupacional.
Impacto na carreira e valorização dos profissionais
A incorporação dos valores ao salário-base representa um avanço significativo para os profissionais de saúde, que por anos reivindicaram maior estabilidade e reconhecimento. Com a mudança, as categorias contempladas passam a ter ganhos permanentes, refletindo diretamente em benefícios futuros, como aposentadoria e adicionais calculados sobre o vencimento.
Além disso, o reajuste progressivo oferece maior previsibilidade financeira tanto para os servidores quanto para a administração pública. A medida fortalece a política de valorização do funcionalismo municipal e sinaliza um compromisso da gestão com a manutenção de condições mais justas de trabalho, especialmente para áreas essenciais como a saúde.






