O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu que o Bradesco não pode encerrar as atividades de seu posto de atendimento em Chorrochó, cidade de 10,5 mil habitantes na região do Vale do São Francisco. A medida atende a um pedido do município, que busca impedir os efeitos negativos do fechamento do único banco da cidade.
Na decisão liminar, o desembargador José Cícero Landim Neto determinou que o Bradesco continue operando normalmente em Chorrochó até que seja instalada uma unidade bancária avançada ou uma estrutura equivalente no município.
A decisão impede o Bradesco de encerrar suas atividades na cidade, conforme estava previsto para o dia 22 deste mês, evitando que os moradores fiquem sem atendimento. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 100 mil. A administração municipal ressalta que há contrato com o banco para a gestão da folha de pagamento dos servidores públicos locais.
O posto de atendimento é a única opção para que os moradores de Chorrochó tenham acesso presencial a serviços bancários, como emissão de extratos, pagamento de contas e saque de benefícios sociais. Embora esses serviços também estejam disponíveis online, por meio de site ou aplicativo, eles se tornam menos acessíveis em uma cidade com população majoritariamente rural e envelhecida.
Em Chorrochó, 25,2% dos habitantes possuem acima de 50 anos. O banco mais próximo fica na cidade de Paulo Afonso, a 170 quilômetros. A manutenção do posto de atendimento em Chorrochó é, portanto, essencial para garantir a inclusão financeira da população local e evitar transtornos diários, especialmente para idosos e pessoas com acesso limitado à internet.






