Tem novidade no mercado farmacêutico brasileiro. Na última segunda-feira (4), a EMS iniciou a comercialização da primeira versão das novas “canetas emagrecedoras”, medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade por levarem à perda de peso. O remédio, chamado de Olire, tem como princípio ativo a liraglutida.
Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2024, o Olire é um similar do Saxenda, medicamento desenvolvido pela dinamarquesa Novo Nordisk e que já está disponível no país desde 2016.
Inicialmente, o medicamento para obesidade será comercializado em embalagens com uma ou 3 unidades e serão vendidos nas redes Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco, com preços a partir de R$ 307,26. Ao todo, a EMS investiu mais de R$ 1 bilhão na produção tanto do Olire quanto do Lirux, medicamento voltado para controle do diabetes tipo 2.
Quem pode utilizar a caneta emagrecedora?
No Brasil, a liraglutida é aprovada para tratar tanto o diabetes tipo 2 quanto a obesidade em pessoas a partir dos 12 anos. Para controle de peso, é indicada a indivíduos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m² (obesidade), ou entre 27 e 30 kg/m² (sobrepeso), desde que apresentem condições de saúde associadas ao excesso de peso, como hipertensão ou pré-diabetes.
Cada caneta contém 3 ml com uma concentração de 6 mg de liraglutida por ml. Isso quer dizer que uma caneta tem, ao todo, 18 mg, e a caixa, 54 mg. O tratamento envolve injeções diárias.
Estudo apontou eficácia de medicamento
Estudos clínicos produzidos pelo Novo Nordisk apontaram que a liraglutida na maior dosagem, de 3mg diários, levou a uma perda de peso de, em média, 8% após um tratamento de 56 semanas (pouco mais de um ano), segundo o teste SCALE, publicado na revista científica New England Journal of Medicine.
Presidente da EMS, Carlos Sanchez celebrou o lançamento em entrevista coletiva: “Estamos consolidando a capacidade do país de desenvolver e fabricar medicamentos de alta complexidade, com tecnologia própria e competitividade global”.
A farmacêutica brasileira espera produzir 200 mil canetas de ambos os medicamentos ainda neste ano e, em 12 meses, disponibilizar mais de 500 mil unidades no país. A fábrica tem capacidade inicial para produzir 20 milhões de canetas injetáveis por ano, com possibilidade de expansão para 40 milhões.






