O Brasil ocupa a sétima posição entre os países da América Latina e do Caribe onde os turistas mais gastam durante a viagem. O dado faz parte de um estudo da operadora internacional Go2Africa, que avaliou o impacto econômico do turismo com base no gasto médio por visitante.
Segundo o levantamento, o gasto médio por turista no Brasil é de US$ 1.083. O país supera destinos tradicionais, como República Dominicana, Jamaica e México.
Perfil do visitante influencia a arrecadação
A Go2Africa elaborou o ranking a partir da divisão da receita total do turismo pelo número de chegadas internacionais e pelas receitas do turismo receptivo. A metodologia busca identificar quais os destinos que conseguem atrair mais visitantes dispostos a investir em hospedagem e experiências diferenciadas.
No topo da lista aparece o Panamá, com gasto médio de US$ 2.162 por turista. O país lidera graças a uma estratégia focada em conectividade aérea, cruzeiros, infraestrutura de alto padrão e ecoturismo premium, além da forte presença de turistas da América do Norte e da Europa.
A Costa Rica surge em segundo lugar, com US$ 2.067, consolidando um modelo baseado em sustentabilidade, exclusividade e estadias prolongadas.
Brasil em cenário regional competitivo
Na América do Sul, o gasto médio continental é de US$ 882, abaixo do registrado no Brasil. Países como Argentina e Chile atraem visitantes interessados em natureza, enoturismo e grandes paisagens, com estadias mais longas, porém com despesas diárias menores.
A Colômbia, com US$ 1.299 por turista, ocupa posição intermediária no ranking, impulsionada pelo crescimento do turismo cultural e ecológico.
O ranking reforça a avaliação de que o impacto econômico do turismo não depende apenas do número de visitantes, mas da capacidade de atrair um público disposto a gastar mais. Destinos especializados e de perfil premium tendem a gerar maior receita por turista, mesmo com fluxo menor.






