Assim como qualquer dispositivo eletrônico, a bateria de carros elétricos também possui um tempo de vida útil, ainda que seja projetada para durar por muito mais tempo do que as de celulares, por exemplo.
Embora não fiquem “viciadas”, elas geralmente se degradam depois de 8 a 20 anos de uso, perdendo sua capacidade de carga e, com isso, tornando-se menos eficientes para a tração do veículo.
Contudo, isso não significa que elas precisam ser descartadas ao atingir esse limite, uma vez que as baterias ainda podem ser úteis para outras finalidades. Entre as principais alternativas de reaproveitamento, estão opções como:
- Segunda vida: por ainda manterem entre 75% e 88% de sua capacidade, as baterias podem servir para alimentar sistemas de armazenamento de energia estacionária de casas, parques e até mesmo indústrias;
- Reciclagem: após se esgotarem totalmente, as baterias podem passar por um processo de reciclagem industrial que permite recuperar metais valiosos presentes na parte mais química da bateria, como o lítio, o cobalto e o níquel, reduzindo a demanda por mineração primária após sua reinserção na cadeia produtiva.
Descarte inadequado: o que NÃO fazer com bateria de carro elétrico no fim da vida útil
A complexa mistura de metais presente nas baterias de carros elétricos as transforma em verdadeiras armas de destruição em massa caso elas sejam descartadas da forma incorreta, levando em conta os graves riscos químicos e biológicos que oferecem.
Em contato com terrenos baldios ou aterros comuns, os resíduos dos componentes do dispositivo podem contaminar gravemente o solo. Além disso, em caso de vazamento de eletrólitos corrosivos, lençóis freáticos também podem ser prejudicados.
Portanto, quando a vida útil da bateria chegar ao fim, é fundamental que o consumidor acione a logística reversa, levando-a a um ponto de coleta específico ou devolvendo-a ao fabricante para que ela possa ser reaproveitada ou reciclada.






