O Brasil consolidou um acordo bilionário estimado em R$ 35 bilhões com a China, reforçando a força do agronegócio nacional no mercado internacional. Em 2025, as exportações do agro paulista para o país asiático cresceram 16,7% e alcançaram US$ 6,8 bilhões, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Na balança comercial, a China ficou à frente de importantes mercados, superando os países da União Europeia, que somaram US$ 4,1 bilhões, além dos Estados Unidos (US$ 3,5 bilhões) e da Índia (US$ 904,4 milhões). Atualmente, o país asiático responde por quase um quarto de todas as vendas agropecuárias brasileiras, consolidando-se como o principal destino das exportações do setor.
Entre os principais produtos embarcados por São Paulo para a China estão a carne, que movimentou US$ 2 bilhões, o complexo de soja, com US$ 1,6 bilhão, e o complexo sucroalcooleiro, que alcançou US$ 1,2 bilhão. Esses números evidenciam a diversificação da pauta exportadora e a competitividade do agro paulista em diferentes segmentos estratégicos da economia global.
Outro destaque de 2025 foi o avanço do café no mercado chinês. Mesmo sendo tradicionalmente uma nação consumidora de chá, a China passou a figurar entre os dez maiores compradores do produto brasileiro. Para o secretário da pasta, os resultados reforçam a inserção internacional do agro paulista e apontam para o desafio de ampliar mercados.
Parceria estratégica impulsiona agronegócio brasileiro no mercado asiático
O avanço das exportações para a China reforça não apenas o protagonismo do agronegócio paulista, mas também a consolidação de uma parceria estratégica que vem se intensificando nos últimos anos. Com participação crescente na balança comercial brasileira, o mercado chinês se mantém como destino prioritário para produtos de alto valor agregado.
Além do impacto direto nos números, o acordo bilionário sinaliza novas oportunidades de expansão para cadeias produtivas como carne, soja, açúcar e café. A expectativa do setor é que a aproximação comercial abra portas para negociações futuras, diversificação da pauta exportadora e maior inserção do Brasil no comércio global.






