Prestes a saírem do papel, os quatro primeiros complexos de data centers de inteligência artificial do Brasil poderão ter um incrível consumo de energia equivalente ao de 16,4 milhões de casas. O número previsto considera as potências anunciadas pelas empresas responsáveis por cada um dos projetos.
Os espaços serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR) e em Uberlândia (MG). Ainda existe a possibilidade de um quinto ser construído em Caucaia (PE), segundo a agência de notícias Reuters. Ele, no entanto, não entrou na conta porque não há confirmação de que seu foco será IA.

O mercado de data centers voltados à inteligência artificial tem se expandido nos últimos anos, já que esses locais abrigam os supercomputadores responsáveis pelo treinamento de modelos de linguagem usados em aplicativos como o ChatGPT. Um data center (“centro de dados”, em inglês) é um local que armazena e processa informações.
O Brasil e os data centers
Ao todo, o Brasil tem 188 data centers atualmente, todos de nuvem. O país ocupa o 12º lugar no mundo, segundo dados do site Data Center Map. Os Estados Unidos lideram o ranking com 3.905.
A Elea Data Centers quer ter quatro data centers de IA no complexo Rio AI City, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Um deles já está em funcionamento, mas, por enquanto, não é usado para aplicações de inteligência artificial, e sim para nuvem.
A empresa diz operar outros nove data centers de nuvem no Brasil. E afirma que, nos próximos anos, o Rio AI City chegará a 1.500 megawatts de potência, que poderá ser ampliada para 3.200 megawatts no futuro.
Governos tem dado aval para novidade
Os projetos brasileiros têm recebido apoio de governos pelo país. Em dezembro, a prefeitura de Eldorado do Sul e o governo do Rio Grande do Sul sancionaram uma lei que estabelece um polo tecnológico de data centers no município. A iniciativa funciona como um incentivo fiscal para impulsionar esse setor na região.
A RT-One também anunciou planos para construir data centers em Maringá (PR) e Uberlândia (MG). Sem outras unidades em operação, a empresa afirma que as obras terão início após a conclusão dos estudos de impacto e que cada centro terá capacidade de 400 megawatts.






