Em fevereiro, milhões de trabalhadores brasileiros começaram a receber o abono salarial do PIS/Pasep, um benefício pago anualmente pelo governo federal. O valor pode chegar até R$ 1.621, equivalente a um salário mínimo, dependendo da quantidade de meses trabalhados no ano-base de 2024 e dos requisitos atendidos pelo trabalhador.
O pagamento segue um calendário escalonado que leva em conta o mês de nascimento (para PIS) ou o número final da inscrição (para Pasep). O abono salarial é destinado a trabalhadores que estão inscritos no programa há pelo menos cinco anos, tiveram remuneração média mensal dentro do limite estabelecido e trabalharam com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024.
O valor é proporcional: quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o teto de R$ 1.621, enquanto quem trabalhou menos meses recebe valores menores, como R$ 136 por um mês de trabalho. Os pagamentos começaram oficialmente em 16 de fevereiro para nascidos em janeiro, com depósitos realizados pela Caixa Econômica Federal (no caso do PIS) e pelo Banco do Brasil (no caso do Pasep).
Os beneficiários podem sacar o dinheiro diretamente em conta ou em terminais autorizados, como lotéricas e agências bancárias, dependendo da forma de recebimento. Quem não sacar o benefício dentro do prazo estabelecido no calendário — que vai até dezembro de 2026 — pode perder o direito automático, sendo necessário fazer requerimento ao Ministério do Trabalho para tentar resgatar o valor posteriormente.
Como consultar e garantir o pagamento do benefício
Para saber se tem direito ao abono salarial, o trabalhador pode fazer a consulta pelo CPF por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, do portal Gov.br ou pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Também é possível verificar informações pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho. A consulta permite conferir valor, data de pagamento e situação do benefício.
É importante manter os dados atualizados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), já que inconsistências podem atrasar ou impedir o pagamento. Caso o trabalhador identifique erro nas informações, deve procurar o empregador ou um posto de atendimento do Ministério do Trabalho para regularizar a situação e garantir o recebimento dentro do calendário oficial.






