Quem vive de aluguel começou 2026 com um peso extra no orçamento. De acordo com o Índice FipeZap, os valores da locação residencial subiram, em média, 0,65% em janeiro na comparação com dezembro. O avanço ficou acima da inflação oficial medida pelo IPCA, que foi de 0,33% no mês, e também superou o IGP-M, adotado como referência para reajustes contratuais, que variou 0,41%.
O aumento chega a 9,1% em comparação com janeiro do ano passado. O preço médio do metro quadrado para aluguel no país atingiu R$ 51,40, valor superior ao registrado em janeiro do ano passado, de R$ 46,94.
Capitais e cidades com os maiores valores
Entre as capitais, Belém lidera o ranking, com média de R$ 63,60 por metro quadrado. A alta é atribuída, em parte, ao impacto econômico da COP30, realizada na cidade no fim de 2025. Logo atrás aparecem São Paulo (R$ 62,96/m²) e Recife (R$ 61,15/m²).
Considerando todos os municípios analisados, Barueri, na Grande São Paulo, registrou o maior valor médio: R$ 71,05/m². Como a cidade mais barata, aparece Pelotas, com R$ 22,38/m². Entre as capitais, Campo Grande teve o menor preço médio, de R$ 28,47/m².
Tipos de imóveis também encarecem
Os imóveis maiores foram os que mais subiram em janeiro. Unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram alta de 1,29%, enquanto os de um quarto avançaram 0,41%. Ainda assim, os apartamentos menores continuam com o metro quadrado mais caro do mercado.
Das 36 cidades monitoradas, 32 registraram aumento nos preços, sinalizando valorização dos imóveis. Para quem mora de aluguel, o cenário de 2026 indica continuidade no aumento de valores e maior impacto no custo de vida.






