O Brasil convive atualmente com mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com algum tipo de demência. A estimativa é que esse contingente chegue a 5,5 milhões até 2050, acompanhando o envelhecimento da população. O cenário é ainda mais delicado porque a maioria dos casos sequer recebe confirmação formal: segundo dados do ReNaDe (2023), oito em cada dez brasileiros com a condição não têm diagnóstico registrado.
Estudo aponta possível efeito protetor
Em meio às preocupações com o avanço da doença, uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) trouxe um dado animador. O tradicional café consumido diariamente pode estar associado a um risco menor de desenvolver demência — desde que ingerido com moderação. As informações são do g1.
O estudo acompanhou mais de 131 mil pessoas por um período superior a quatro décadas. A análise indicou que quem consome entre duas e três xícaras de café por dia apresenta cerca de 20% menos probabilidade de desenvolver demência quando comparado a quem não tem o hábito.
Resultados semelhantes foram observados entre participantes que ingeriam uma ou duas xícaras de chá com cafeína diariamente.
Moderação é fundamental
Os pesquisadores destacam, no entanto, que aumentar a quantidade não amplia os benefícios. O organismo pode não metabolizar volumes maiores de cafeína de maneira eficiente, o que limitaria o efeito positivo observado.
Embora o levantamento não tenha identificado impactos negativos diretos em quem consome mais cafeína, outras pesquisas já associaram o excesso a problemas como alterações no sono e aumento da ansiedade.
O responsável pelo estudo reforça que o café não deve ser encarado como solução isolada. A proteção cognitiva envolve um conjunto de fatores, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e estímulo mental constante. Ainda assim, para muitos brasileiros, o café pode ser mais do que um hábito cultural — pode também integrar a estratégia de cuidado com a saúde do cérebro.






